Publicado: 28 de março de 2026 | Última atualização: 31 de agosto de 2026 | Tempo de leitura: 16 min
Autor: Andres Martinez, co-fundador da Filmly.
Revisão editorial: equipe Filmly. Os números de mercado desta página vêm de dados de uso da própria plataforma, com corte em 26 de agosto de 2026.
Guia revisado a cada trimestre. Encontrou um dado errado ou desatualizado? Escreva para editorial@filmly.com.br.
A resposta curta, antes de tudo
Não existe hoje uma mediana de preço só de ensaios fotográficos que a Filmly possa publicar com honestidade. No corte de 26 de agosto de 2026, a amostra de propostas identificáveis como ensaio ficou abaixo do piso de 30 observações que usamos para publicar qualquer número. Dizer "o ensaio custa X" com essa amostra seria apresentar o preço de duas dúzias de pessoas como retrato de um mercado.
O que existe, e é sólido, são três referências do conjunto do audiovisual brasileiro medido na plataforma:
| Referência | Número | Amostra |
|---|---|---|
| Mediana nacional por projeto | R$ 1.400 | n=751 |
| Metade das propostas fica entre | R$ 750 e R$ 2.900 | p25 e p75, n=751 |
| Propostas cotadas abaixo do mínimo recomendado | 66,6% | 485 de 728 |
Este guia faz duas coisas com isso. Primeiro, mostra onde o seu ensaio se encaixa nessas faixas e o que empurra o valor para cima ou para baixo. Segundo, entrega o método de cálculo para você chegar ao seu próprio número, porque a referência de mercado orienta a decisão mas não substitui a sua estrutura de custos.
Neste guia:
- A referência que existe hoje
- O que existe de tabela oficial no Brasil
- O dado que deveria mudar seu próximo orçamento
- O que realmente move o preço de um ensaio
- Tipo de ensaio: o que muda no escopo
- Como calcular seu preço (o método)
- Quanto cobrar por foto extra
- Pacote, hora ou projeto
- Como sustentar preços maiores
- Erros de precificação
- Impostos e formalização
- Perguntas frequentes
- Fontes e metodologia
Guias relacionados: Guia Completo do Fotógrafo · Ensaio Fotográfico: tipos e dicas · Como Montar Portfólio Audiovisual · Como Fazer Orçamento de Vídeo
A referência que existe hoje
A mediana nacional de preço por projeto no audiovisual brasileiro, medida em 751 propostas com preço definido na plataforma Filmly entre 14 de abril e 26 de agosto de 2026, é de R$ 1.400. Metade das propostas fica entre R$ 750 (percentil 25) e R$ 2.900 (percentil 75).
Trabalhamos sempre com mediana, nunca com média. A média do nosso banco é mais que o dobro da mediana porque um punhado de projetos grandes e legítimos, do tipo campanha e pacote mensal recorrente, puxa o resultado para cima. A mediana é o valor do meio da fila: metade cobra mais, metade cobra menos. É o número honesto para você comparar com o seu.
Escada por nível do profissional
Mediana do preço cobrado, por nível que o próprio profissional declarou.
| Nível declarado | Mediana do preço cobrado | Amostra (n) |
|---|---|---|
| Iniciante | R$ 950 | 73 |
| Intermediário | R$ 1.500 | 231 |
| Avançado | R$ 2.550 | 100 |
Diferença entre as pontas: 2,7 vezes. Entre o iniciante e o avançado não existe uma câmera diferente separando os dois. Existe repertório, previsibilidade de entrega e capacidade de dizer não.
Leia com atenção ao n: essas três linhas somam 404 propostas das 751 com preço. Nas demais, o campo de nível não foi preenchido (46,2% de ausência). Deixar isso escondido seria mais bonito e menos verdadeiro.
Escada por porte do cliente
| Porte do cliente | Mediana do preço cobrado | Amostra (n) |
|---|---|---|
| Pequeno | R$ 1.100 | 147 |
| Médio | R$ 1.860 | 83 |
| Grande | R$ 3.297 | 31 |
Diferença entre as pontas: 3,0 vezes. Este é o recorte mais subestimado, e repare que a escada por porte de cliente é mais inclinada que a escada por experiência. Para o seu preço, quem está do outro lado da mesa pesa tanto quanto o seu tempo de estrada. O mesmo ensaio corporativo vale uma coisa para a loja do bairro e outra para uma empresa com orçamento de marketing aprovado, e a diferença não é injustiça: é orçamento disponível, número de aprovações, exigência contratual e risco.
Por que não existe uma tabela de preço por tipo de ensaio aqui: nossa amostra de propostas de ensaio no corte atual não atinge o mínimo de 30 observações, e as amostras por cidade também não. Publicar "gestante custa X, newborn custa Y" com esse volume seria inventar precisão. A faixa por tipo de serviço está prevista para a próxima atualização do Índice Filmly de Preços, quando a amostra sustentar o corte.
Quer o número aplicado ao seu caso, com suas horas, sua região e seus custos? A Calculadora de Preços da Filmly faz esse cruzamento e devolve uma faixa, não um número mágico. A decisão final de preço é sempre sua.
O que existe de tabela oficial no Brasil
Vale saber o que está publicado fora da Filmly, porque a resposta explica por que este guia se apoia em dados próprios.
O SEBRAE mantém um documento específico da categoria, o MEI Fotógrafo(a), da série Ideias de Negócio. Ele orienta sobre custos, concorrência e montagem de pacotes, e registra de forma explícita que dados atualizados de ganho por hora na fotografia são "difíceis de encontrar em uma pesquisa nacional unificada". A própria instituição que orienta a categoria reconhece que esse número não existe consolidado no país.
A ABRAFOTO (Associação Brasileira de Fotógrafos), ativa desde 1985, também não publica tabela de honorários aberta. O que ela disponibiliza e é útil aqui é a distinção entre orçamento fechado e orçamento aberto na fotografia publicitária: uma decisão de formato que vem antes da decisão de preço.
A única tabela oficial de valores mínimos publicada e atualizada para 2026 que localizamos é da ARFOC-RJ (Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro), e ela é de fotojornalismo, não de ensaios. Ainda assim, um detalhe dela interessa a qualquer fotógrafo:
| Serviço (fotojornalismo, ARFOC-RJ 2026) | Sem tratamento | Com tratamento |
|---|---|---|
| Saída, até 3 horas | R$ 908,00 | R$ 1.427,00 |
| Jornada, até 5 horas | R$ 1.373,00 | R$ 2.142,00 |
| Plantão, até 7 horas | R$ 2.336,00 | R$ 3.630,00 |
O tratamento de imagem acrescenta 57% ao valor da saída de 3 horas. Uma entidade que negocia piso profissional há décadas precifica o tratamento em mais da metade do valor da captação. Se a sua proposta trata a edição como cortesia, ela está fora de sintonia com a única referência institucional disponível no país.
Leia com cuidado: os valores da ARFOC-RJ são de fotojornalismo, ou seja, trabalho para imprensa, e estão aqui como contexto de método, não como faixa aplicável ao seu ensaio gestante, newborn ou corporativo. Para ensaio, a referência deste guia continua sendo a escada de dados da Filmly acima. Tabela consultada em arfoc.org.br, versão 2026.
O dado que deveria mudar seu próximo orçamento
De 728 propostas em que dá para comparar o preço escolhido com a faixa que a calculadora havia recomendado para aquele mesmo projeto, 485 ficaram abaixo do mínimo. São 66,6%.
Não é arredondamento para baixo. O desconto mediano contra esse piso é de 46,3%, e 45,2% das propostas ficaram abaixo até do cenário mais econômico que a ferramenta sugere.
Quando o profissional altera o preço sugerido, a Filmly pergunta o porquê. Em 87 respostas registradas:
| Motivo declarado | Respostas |
|---|---|
| O cliente não pagaria | 46 |
| Já tinha combinado antes | 15 |
| Relacionamento com o cliente | 11 |
| Achei alto para o meu nível | 10 |
| O escopo era diferente | 5 |
Mais da metade das justificativas é "o cliente não pagaria". Repare no tempo verbal: não é "o cliente não pagou". É uma previsão feita antes de mandar o orçamento, quase nunca testada. O desconto não nasce de uma negociação, nasce de uma suposição sobre a negociação que ainda nem começou.
A pressão que gera essa suposição é real e aparece na voz de quem usa a ferramenta. Um comentário anônimo deixado por um profissional na própria calculadora resume o clima: "As pessoas estão cobrando 500 reais para 3h de cobertura de evento com edição". É um relato sobre cobertura de evento, não sobre ensaio, mas descreve exatamente o ambiente em que você define o seu preço.
A leitura honesta: o fato é que a maioria cobra abaixo do que o nosso modelo sugere. Dizer que "você está deixando dinheiro na mesa" já é interpretação, e depende do seu caso. Cliente antigo, projeto que abre porta, semana parada na agenda: existe contexto em que baixar o preço é decisão de negócio, não insegurança. O problema não é baixar. É baixar sem saber de quanto, e sem nunca ter escutado o não.
O que realmente move o preço de um ensaio
Antes de olhar qualquer faixa, entenda o que faz um ensaio custar duas vezes mais que outro. Estes são os fatores que você precisa transformar em linha de orçamento, porque tudo o que não estiver escrito vira trabalho de graça.
| Fator | Como pesa | O que fazer no orçamento |
|---|---|---|
| Tempo total, não tempo de sessão | Uma hora de clique pode carregar seis horas de trabalho entre alinhamento, deslocamento, seleção e tratamento | Some as quatro etapas antes de multiplicar pelo seu valor-hora |
| Quantidade de fotos tratadas | É o item que mais infla o custo invisível: 20 e 80 fotos tratadas são propostas muito diferentes com a mesma hora de sessão | Diga o número exato no orçamento e precifique a foto extra |
| Locação | Estúdio alugado, externa com deslocamento, segunda locação no mesmo dia | Repasse o custo real, não o "arredondado para baixo" |
| Equipe | Assistente de luz, maquiador, produção de figurino | Cobre à parte ou embuta com margem, nunca absorva |
| Uso das imagens | Foto para o álbum da família e foto para campanha de um negócio não valem o mesmo | Licença de uso comercial é uma linha separada do orçamento |
| Porte do cliente | Nos dados da Filmly, a diferença entre cliente pequeno e grande é de 3,0 vezes | Descubra o porte antes de dizer o preço |
| Urgência | Data apertada consome a agenda e desloca outros trabalhos | Tenha um percentual de urgência definido antes de precisar dele |
O item que mais gente esquece é o primeiro. Tratar 40 fotos leva entre quatro e oito horas de trabalho concentrado. Se você calculou apenas as duas horas de sessão, está trabalhando de graça na pós-produção e chamando isso de margem.
Tipo de ensaio: o que muda no escopo
O tipo de ensaio não muda a lógica do preço, muda o escopo. A tabela abaixo é de escopo, não de valores: ela mostra o que você precisa incluir e o que precisa cobrar à parte em cada modalidade.
| Tipo de ensaio | O que costuma pesar mais | Armadilha de escopo mais comum |
|---|---|---|
| Gestante | Janela curta de agendamento, trocas de look, participação de parceiro e filhos | Aceitar remarcação ilimitada em uma janela que não permite remarcar |
| Newborn | Sessão longa e imprevisível, props e higienização, janela de poucos dias | Orçar por hora um trabalho que depende do ritmo do bebê |
| Casal e pré-wedding | Locação externa, horário de luz, deslocamento | Prometer duas locações sem contar o tempo de traslado |
| Família | Mais pessoas no quadro, janela de luz curta, ritmo das crianças | Subestimar o tempo de seleção com muitas pessoas por foto |
| Infantil e smash the cake | Cenário, consumíveis, limpeza, sessão curta e intensa | Absorver o custo do cenário como se fosse investimento próprio |
| Corporativo e headshot | Volume de pessoas, padronização, prazo curto de entrega | Cobrar por pessoa sem teto de tempo por pessoa |
| Editorial e moda | Equipe maior, direção, pós mais elaborada | Entregar uso comercial amplo sem licença precificada |
| Marca pessoal | Planejamento prévio, volume de fotos para meses de conteúdo | Entregar banco de imagens com preço de ensaio pessoal |
Repare que quatro das oito armadilhas são de licença, cenário ou tempo, e não de valor. Escopo mal escrito custa mais caro que preço mal calculado.
Se você quer o outro lado dessa mesa, a página quanto custa um ensaio fotográfico mostra como o cliente é orientado a pedir e comparar orçamentos. Ler o que o seu cliente está lendo ajuda a antecipar as perguntas dele.
Como calcular seu preço (o método)
O preço de um ensaio deve ser calculado, não estimado no susto. A ordem que este guia recomenda é custo primeiro, mercado depois: sem conhecer o próprio piso, você não sabe se o preço do mercado cabe no seu negócio. O material do SEBRAE para MEI fotógrafo cobra os dois lados da conta: analisar a concorrência e considerar os próprios custos antes de definir valores e montar pacotes.
Preço = (Custos Diretos + Custos Indiretos) × (1 + % Impostos) × (1 + % Margem)
Custos diretos: o que varia a cada sessão
Os valores abaixo são referências operacionais para você montar a sua planilha, não preços medidos pela Filmly. Substitua cada linha pelo que você paga de verdade na sua cidade.
| Item | Faixa típica de referência |
|---|---|
| Aluguel de estúdio, se você não tiver o seu | R$ 100 a R$ 400 por sessão |
| Deslocamento (combustível, estacionamento) | R$ 30 a R$ 150 |
| Assistente, quando necessário | R$ 100 a R$ 300 por diária |
| Maquiagem, se incluída no pacote | R$ 200 a R$ 500 |
| Props, cenário e consumíveis | R$ 50 a R$ 200 |
Custos indiretos: o que existe mesmo em mês parado
Some tudo o que sai da sua conta independentemente de você fazer uma ou dez sessões, e divida pelo número médio de projetos que você entrega por mês.
| Item | Custo mensal de referência |
|---|---|
| Depreciação de equipamento | R$ 300 a R$ 800 |
| Software de edição e armazenamento | R$ 100 a R$ 250 |
| Internet e telefone | R$ 150 a R$ 300 |
| Marketing e presença digital | R$ 200 a R$ 500 |
| Contabilidade | R$ 100 a R$ 300 |
| Total mensal | R$ 850 a R$ 2.150 |
| Rateio com 8 projetos no mês | R$ 106 a R$ 269 por projeto |
Exemplo aplicado
Um fotógrafo intermediário, ensaio em estúdio alugado, oito projetos no mês:
| Componente | Valor |
|---|---|
| Custos diretos (estúdio R$ 200 + deslocamento R$ 50) | R$ 250 |
| Custos indiretos (R$ 1.400 no mês ÷ 8 projetos) | R$ 175 |
| Subtotal de custos | R$ 425 |
| Impostos (Simples Nacional, 6%) | R$ 25,50 |
| Subtotal com impostos | R$ 450,50 |
| Margem de 35% | R$ 157,68 |
| Piso calculado | R$ 608 |
Agora o cruzamento que dá sentido ao número. Esse piso de R$ 608 é cerca de 40% da mediana de R$ 1.500 que os profissionais de nível intermediário registram na Filmly (n=231, todos os tipos de projeto do audiovisual). A distância entre as duas cifras não é erro de conta: é exatamente o espaço de margem que sustenta os meses fracos, o equipamento que vai quebrar e as férias que você ainda não tirou.
Regra prática: o cálculo define o piso, nunca o teto. Cobrar no piso significa operar sem folga. O preço final é o piso mais a margem que o seu portfólio, sua especialização e o porte do seu cliente sustentam.
Quanto cobrar por foto extra
Fotos adicionais fora do pacote são o pedido mais frequente depois da entrega, e o item que mais gente cobra no chute. O caminho honesto é derivar do seu próprio valor-hora, não copiar uma tabela.
Passo 1: descubra seu valor-hora efetivo. Some seus custos fixos mensais e a retirada que você quer fazer, e divida pelas horas realmente faturáveis do mês. Não use 160 horas: boa parte do seu tempo é prospecção, orçamento e administração, e essas horas não são vendidas.
Passo 2: meça o tempo real de tratamento de uma foto no seu fluxo, cronômetro na mão, em vez de estimar.
Passo 3: aplique a mesma fórmula de impostos e margem que você usa no pacote.
Um exemplo com números explícitos: se você precisa de R$ 5.400 por mês (R$ 1.400 de custos fixos mais R$ 4.000 de retirada) e consegue faturar 80 horas mensais, seu valor-hora efetivo é de R$ 67,50. Se o tratamento completo de uma foto leva 12 minutos, são 0,2 hora, ou R$ 13,50 de custo. Com 6% de impostos e 35% de margem, o piso da foto extra fica em cerca de R$ 19.
Esse é o exercício que muda a conversa. Se você cobra R$ 10 por foto extra com essa estrutura de custo, cada foto adicional reduz a sua margem em vez de aumentá-la.
No seu orçamento, deixe explícito quantas fotos tratadas estão incluídas e qual o valor da foto adicional. A maior parte dos conflitos de pós-entrega nasce dessa linha ausente.
Pacote, hora ou projeto
| Modelo | Vantagens | Desvantagens | Quando usar |
|---|---|---|---|
| Por pacote | Previsibilidade, ancoragem com três opções, ticket médio maior | Menos flexível para escopo variável | Ensaios, pré-wedding, projetos com escopo definido |
| Por hora | Justo quando o escopo é imprevisível | O cliente resiste e você discute tempo em vez de resultado | Cobertura de evento sem escopo fechado |
| Por projeto | Adapta-se a trabalhos únicos | Exige boa estimativa de escopo | Publicidade, editorial, campanhas |
Para a maioria dos ensaios, pacote é a melhor opção. Ele desloca a conversa do "quanto tempo você levou" para "o que você entrega", e permite oferecer três níveis (Essencial, Profissional, Premium), o que puxa o ticket médio para cima por ancoragem.
Como sustentar preços maiores
1. Descubra o porte do cliente antes de dizer o preço
É a variável com maior amplitude nos nossos dados (3,0 vezes entre pequeno e grande). Uma pergunta na conversa inicial, do tipo "as fotos são para uso pessoal ou para divulgar a empresa?", move mais o seu preço do que trocar de lente.
2. Mande o número e espere o não
Mais da metade dos descontos registrados na plataforma nasceu de uma previsão, não de uma negociação. Deixar o cliente recusar é informação: se você desconta antes, nunca vai descobrir onde estava o teto.
3. Se for baixar, baixe com contrapartida
Menos fotos, menos horas, prazo maior, uso mais restrito da imagem. Desconto sem contrapartida ensina o cliente a pedir de novo no próximo projeto.
4. Invista no portfólio, que é quem negocia antes de você
Um portfólio bem montado, organizado por tipo de ensaio, convence antes da conversa sobre preço. E ele é a porta de entrada para o cliente de porte maior, que é justamente a ponta mais cara da escada.
5. Especialize-se
Fotógrafo generalista concorre com todo mundo. Quem é referência em uma modalidade específica define o próprio patamar. Na plataforma, ensaio fotográfico apareceu em 96 das 1.372 buscas de clientes registradas até 26/08/2026: é demanda real e recorrente, com espaço para quem se posiciona com clareza.
6. Formalize o processo comercial
Orçamento estruturado e proposta comercial por escrito, em vez de um número solto no WhatsApp. A proposta é o que justifica o preço antes de o cliente perguntar. Na Filmly você monta orçamento e proposta comercial dentro da própria plataforma.
Seu portfólio de fotografia, encontrável
Monte seu portfólio profissional na Filmly, organize seus ensaios por modalidade e seja encontrado por clientes que procuram fotógrafos na sua região.
Erros de precificação
1. Copiar o preço do colega
Cada fotógrafo tem uma estrutura de custo diferente. Se o seu colega cobra R$ 800 e não paga estúdio nem equipamento, os custos dele não são os seus. Copiar o número dele é importar a margem dele sem importar a estrutura dele.
2. Não contar a pós-produção
Editar 40 fotos leva de quatro a oito horas. Se esse tempo não está no cálculo, ele sai da sua margem.
3. Descontar antes de escutar o não
É o erro com tamanho medido: desconto mediano de 46,3% contra o mínimo recomendado, e a justificativa mais frequente é uma previsão sobre o cliente.
4. Não reajustar anualmente
Preços precisam ser revistos pelo menos uma vez por ano, considerando inflação, custo de equipamento e evolução do portfólio. Avise clientes recorrentes com 30 dias e mostre lado a lado o que mudou no serviço.
5. Dar desconto sem motivo estratégico
Indicação, pacote combinado, pagamento à vista: são motivos. "O cliente pediu" não é. Se precisar ceder, retire escopo em vez de apenas baixar o número.
Impostos e formalização
Os impostos entram na fórmula antes da margem, e esquecê-los é a forma mais silenciosa de reduzir o próprio lucro. O regime muda o percentual: o MEI recolhe um valor fixo mensal, enquanto o Simples Nacional aplica uma alíquota sobre o faturamento que varia conforme o anexo e a faixa de receita. Os valores e limites são atualizados periodicamente, então consulte sempre a fonte oficial no portal do empreendedor do governo federal e confirme com seu contador qual regime cabe no seu volume.
Uma observação prática sobre nota fiscal: a emissão da NFS-e é responsabilidade de cada profissional junto ao seu município. A Filmly não emite nota no seu lugar e não participa do fluxo de pagamento entre você e o cliente, então esse recolhimento precisa estar previsto no seu preço desde o cálculo, não descoberto depois.
Fontes e metodologia
De onde vêm os números deste guia
Todas as cifras de mercado citadas aqui vêm de dados de uso da própria plataforma Filmly, sem pesquisa declarativa e sem estimativa de terceiros. Corte de 26 de agosto de 2026.
- Base: 751 propostas com preço definido pelo profissional, geradas entre 14 de abril e 26 de agosto de 2026. A comparação com a faixa recomendada usa as 728 propostas em que existem simultaneamente preço escolhido e faixa recomendada.
- Tendência central: sempre mediana, nunca média. A média do banco é mais que o dobro da mediana por causa de um grupo pequeno de projetos de alto valor, reais e verificados, mas atípicos.
- Piso de publicação: cada recorte publicado tem no mínimo 30 observações. O que não atinge esse piso fica de fora, mesmo quando o resultado seria interessante.
- Campos declarados: nível do profissional e porte do cliente são informados pelo usuário e têm preenchimento parcial (46,2% e 65% de ausência, respectivamente). Por isso o n aparece ao lado de cada linha.
- A faixa recomendada é um modelo, não uma lei de mercado: ela vem do motor de precificação da Filmly, que é recalibrado ao longo do tempo. Quando o modelo muda, o percentual de propostas abaixo do mínimo muda junto. É por isso que a data do corte aparece na frente do número.
O que estes dados não dizem
- Não publicamos mediana por tipo de ensaio. A amostra de ensaio no corte atual fica abaixo do mínimo de 30 observações.
- Não publicamos preço por cidade nem por estado. Apenas uma cidade do país atinge o piso de amostra, e ainda não conseguimos verificar quantos profissionais distintos estão por trás de cada célula geográfica.
- Não publicamos médias de preço, pelo motivo explicado acima.
Metodologia completa e histórico de versões no Índice Filmly de Preços.
Referências externas
Todas as fontes abaixo foram abertas e conferidas em 31 de agosto de 2026. Elas entram como contexto secundário: a referência de preço principal deste guia são os dados da própria plataforma descritos acima.
- SEBRAE, MEI Fotógrafo(a) (série Ideias de Negócio): orientação de custos, concorrência e pacotes para a categoria, e a constatação de que não existe pesquisa nacional unificada de ganho por hora na fotografia. PDF no portal de bibliotecas do SEBRAE.
- ARFOC-RJ, tabela de preços mínimos para fotojornalismo, versão 2026: única tabela oficial de valores mínimos localizada e atualizada no país. Vale para trabalho de imprensa, não para ensaios. arfoc.org.br/tabela-de-precos.
- ABRAFOTO (Associação Brasileira de Fotógrafos): entidade da categoria, ativa desde 1985. Não publica tabela de honorários aberta; a referência utilizada aqui é a distinção entre orçamento fechado e aberto. abrafoto.com.br.
- Portal do Empreendedor, governo federal: regras vigentes de MEI e Simples Nacional, com valores e limites atualizados na fonte. gov.br/empreendedor.
- Calculadora de Preços da Filmly: ferramenta gratuita que gerou a série de dados citada neste guia. filmly.com.br/calculadora.
Política editorial: este guia é mantido e revisado trimestralmente pela equipe editorial da Filmly, com reprocessamento dos números a cada novo corte de dados. Última revisão: 31 de agosto de 2026. Encontrou uma imprecisão? Escreva para editorial@filmly.com.br. Erros de dado são corrigidos e registrados no histórico da página.
Sobre o autor: Andres Martinez é co-fundador da Filmly, plataforma brasileira de gestão para profissionais de audiovisual, e trabalha com a base de dados de preços que alimenta o Índice Filmly de Preços. Perfil no LinkedIn.
Próximos passos
- Calcule o piso e a faixa do seu próximo ensaio na Calculadora de Preços da Filmly
- Compare seu preço com a escada nacional no Índice Filmly de Preços
- Estruture o documento que vai ao cliente com o guia de orçamento
- Monte o portfólio que sustenta a faixa de preço que você quer cobrar
- Veja o guia completo de ensaio fotográfico para tipos, preparação e execução
- Conheça a Filmly para fotógrafos e organize orçamentos, propostas e portfólio em um lugar só
Aviso Legal
Natureza informativa deste guia: os valores, fórmulas e recomendações apresentados aqui são informativos. As medianas citadas são valores de mercado observados na plataforma Filmly, não uma tabela oficial de honorários. Cada fotógrafo tem situação fiscal, operacional e de mercado própria.
Consulte um profissional: para questões de tributação (MEI, Simples Nacional, CNPJ), obrigações legais e emissão de nota fiscal, consulte um contador no seu estado. Este conteúdo não substitui orientação jurídica, contábil ou fiscal profissional.
Responsabilidade: a Filmly não se responsabiliza por decisões de precificação tomadas com base neste guia. A decisão de preço é sempre do profissional.
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Perguntas Frequentes
Andres Martinez
Co-fundador da Filmly
Co-fundador da Filmly, responsável pela área editorial e de dados da plataforma. Mantém o Índice Filmly de Preços, o levantamento trimestral do que os profissionais de audiovisual brasileiros efetivamente cobram por projeto.
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