Publicado em 28 de agosto de 2026 | Última atualização: 28 de agosto de 2026
Por Andres Martinez, co-fundador da Filmly Revisado pela equipe editorial da Filmly
Corte de dados: 26 de agosto de 2026. Base: 751 propostas com preço definido, geradas na plataforma Filmly entre 14 de abril e 26 de agosto de 2026.
O resumo, antes de tudo
Se você só tiver 30 segundos, são estes cinco números:
| O que medimos | Número | Amostra |
|---|---|---|
| Mediana nacional do preço cobrado | R$ 1.400 | n=751 |
| Metade dos projetos fica entre | R$ 750 e R$ 2.900 | p25 e p75, n=751 |
| Propostas cotadas abaixo do mínimo recomendado | 66,6% | 485 de 728 |
| Desconto mediano em relação a esse piso | 46,3% | 485 propostas |
| Diferença entre iniciante e avançado | 2,7x | R$ 950 contra R$ 2.550 |
Estes números não vêm de pesquisa de opinião nem de tabela de sindicato. Vêm do que profissionais brasileiros de audiovisual efetivamente colocaram no papel dentro da Filmly, projeto por projeto.
O número que dói: 2 em cada 3 cobram abaixo do próprio piso
De 728 propostas em que dá para comparar o preço escolhido com a faixa recomendada pela calculadora, 485 ficaram abaixo do mínimo. São 66,6%.
Não é um arredondamento para baixo. O desconto mediano contra esse piso é de 46,3%. E 45,2% das propostas ficaram abaixo até do tier mais barato, aquele que a calculadora já sugere como cenário econômico.
Antes de qualquer conselho, três coisas precisam ser ditas com honestidade.
Primeira: você não está sozinho. Se você olhou um orçamento seu e achou baixo, a estatística está do seu lado, não contra você. A maioria absoluta das pessoas que usam a ferramenta faz exatamente a mesma coisa. Isso não é falha individual, é o comportamento padrão do mercado.
Segunda: cobrar abaixo do recomendado nem sempre é erro. Um cliente antigo, um projeto que abre porta, uma semana parada na agenda. Tem contexto em que baixar o preço é decisão de negócio, não insegurança. O problema não é baixar. O problema é baixar sem saber de quanto está baixando.
Terceira: na maioria das vezes, o corte não foi testado. Quando o profissional muda o preço, a Filmly pergunta o porquê. Em 87 respostas registradas:
| Motivo declarado | Respostas |
|---|---|
| O cliente não pagaria | 46 |
| Já tinha combinado antes | 15 |
| Relacionamento com o cliente | 11 |
| Achei alto para o meu nível | 10 |
| O escopo era diferente | 5 |
Mais da metade das justificativas é "o cliente não pagaria". Repare no tempo verbal. Não é "o cliente não pagou". É uma previsão feita antes de mandar o orçamento, quase nunca testada. O desconto não sai de uma negociação, sai de uma suposição sobre a negociação que ainda nem começou.
A leitura honesta: os dados mostram que a maioria cobra abaixo do que o modelo da Filmly sugere. Isso é fato. Já dizer que "você está deixando dinheiro na mesa" é interpretação, e ela depende do seu caso. O que dá para afirmar com segurança é que o desconto mediano de 46,3% quase nunca passou por um "não" do cliente.
Quanto se cobra no Brasil
Mediana nacional: R$ 1.400 por projeto.
Metade dos projetos fica entre R$ 750 (percentil 25) e R$ 2.900 (percentil 75). Amostra: 751 propostas com preço definido.
Trabalhamos com mediana, nunca com média. A média nacional existe no nosso banco e é mais que o dobro da mediana, mas ela é puxada por um punhado de projetos grandes e legítimos, do tipo campanha, summit corporativo, pacote mensal recorrente. Publicar essa média criaria uma expectativa falsa para quem está começando. A mediana é o valor do meio da fila: metade cobra mais, metade cobra menos. É o número honesto para comparar com o seu.
Como usar: pegue seu último orçamento fechado e compare com R$ 1.400. Se estiver abaixo de R$ 750, você está no quartil mais barato do país. Não significa que esteja errado, significa que o mercado tem espaço acima de você.
Tabela 1: preço por nível do profissional
Mediana do preço cobrado, por nível declarado pelo profissional.
| Nível do profissional | Mediana do preço cobrado | Amostra (n) |
|---|---|---|
| Iniciante | R$ 950 | 73 |
| Intermediário | R$ 1.500 | 231 |
| Avançado | R$ 2.550 | 100 |
Diferença entre as pontas: 2,7x.
O que essa escada diz, na prática: o mesmo tipo de serviço muda de preço porque muda quem está entregando. Experiência não é um detalhe do orçamento, é uma variável de preço com peso próprio. Entre o iniciante e o avançado não existe uma câmera diferente separando os dois, existe repertório, previsibilidade de entrega e capacidade de dizer não.
Leia com atenção ao n. As três linhas somam 404 propostas das 751 com preço. As demais não têm o nível do profissional preenchido e ficaram fora do recorte. Deixar isso escondido seria mais bonito e menos verdadeiro.
Tabela 2: preço por porte do cliente
Mediana do preço cobrado, por porte declarado do cliente que contratou.
| Porte do cliente | Mediana do preço cobrado | Amostra (n) |
|---|---|---|
| Pequeno | R$ 1.100 | 147 |
| Médio | R$ 1.860 | 83 |
| Grande | R$ 3.297 | 31 |
Diferença entre as pontas: 3,0x.
Este é o recorte mais subestimado do índice inteiro. A escada por porte de cliente é mais inclinada que a escada por nível do profissional. Em outras palavras: para o seu preço, quem está do outro lado da mesa pesa tanto quanto o seu tempo de estrada.
O mesmo vídeo de três minutos vale R$ 1.100 para a padaria do bairro e R$ 3.297 para uma empresa com orçamento de marketing. Não é injustiça, é orçamento disponível, complexidade de aprovação, número de reuniões, exigência contratual e nível de risco. Se o seu portfólio hoje só fala com cliente pequeno, o teto do seu preço já está definido antes de você abrir a boca.
Leia com atenção ao n. As três linhas somam 261 propostas das 751 com preço. O campo de porte do cliente não é preenchido na maioria dos casos. Existe ainda uma quarta categoria, agência, com amostra pequena demais para publicar, e por isso ela não aparece aqui.
O que fazer com estes números na próxima proposta
Quatro movimentos concretos, na ordem em que fazem diferença.
- Descubra o porte do cliente antes de dizer o preço. É a variável com maior amplitude do índice (3,0x). Uma pergunta na conversa inicial, "isso é para a empresa toda ou para um projeto pontual?", muda mais o seu preço do que trocar de lente.
- Mande o número e espere o "não". Mais da metade dos descontos registrados nasceu de uma previsão, não de uma negociação. Deixar o cliente recusar é informação. Se descontar antes, você nunca vai saber onde estava o teto.
- Se for baixar, baixe com contrapartida. Prazo maior, menos revisões, menos entregáveis, uso mais restrito da imagem. Desconto sem contrapartida ensina o cliente a pedir de novo.
- Compare com a sua faixa, não com a nacional. Um iniciante que compara o próprio preço com a mediana nacional de R$ 1.400 se assusta à toa. Sua referência é a linha do seu nível, cruzada com o porte do cliente daquele projeto.
Quem quiser fazer essa conta com os parâmetros do próprio projeto pode usar a calculadora de preços da Filmly, que é gratuita. Ela devolve uma faixa, não um número mágico. A decisão final de preço é sempre do profissional.
Para quem contrata: como ler este índice
Se você está do lado de quem vai contratar, três coisas úteis.
A faixa é ampla porque o trabalho é diferente. Metade dos projetos fica entre R$ 750 e R$ 2.900, e a distância entre esses dois números é a distância entre um registro simples e uma produção com equipe, roteiro e pós. Orçamento muito abaixo do piso costuma vir com escopo muito abaixo também.
Porte importa nos dois sentidos. Se você é uma empresa de porte médio ou grande, a mediana da sua faixa não é R$ 1.100. Pedir preço de cliente pequeno para entrega de cliente grande é a receita clássica de projeto que atrasa.
Diga a cidade. Nas 1.372 buscas de clientes que analisamos, quem incluiu a cidade na busca chegou a um contato com um profissional em 46,8% dos casos, contra 15,2% de quem não incluiu. Três vezes mais. É o ajuste mais barato que existe do lado de quem contrata.
Você pode ver perfis e portfólios de profissionais por cidade sem pagar nada. Para o cliente, a Filmly é 100% gratuita, sem taxa e sem comissão.
Metodologia
O que medimos
O preço final que o profissional escolheu colocar na proposta, comparado com a faixa que o motor de precificação da Filmly havia recomendado para aquele mesmo projeto. Além disso, o preço por nível declarado do profissional e por porte declarado do cliente.
Sobre qual base
Todos os dados vêm da própria plataforma Filmly, de uso real, sem pesquisa declarativa e sem estimativa de terceiros. O corte foi extraído em 26 de agosto de 2026 e contém:
| Fonte | Volume |
|---|---|
| Sessões da calculadora de preços | 6.941 |
| Propostas geradas | 2.469 |
| Buscas de clientes | 1.372 |
| Perfis profissionais na base | 1.281 |
Dentro disso, o recorte de preço deste índice usa 751 propostas com preço definido pelo profissional, e a comparação com a faixa recomendada usa as 728 em que existem simultaneamente preço escolhido e faixa recomendada.
Em qual período
Propostas com preço registradas entre 14 de abril de 2026 e 26 de agosto de 2026. As sessões da calculadora que formam o corpus mais amplo começam em 12 de março de 2026.
Como calculamos
- Toda tendência central é mediana, nunca média.
- Dispersão pela distância entre os percentis 25 e 75.
- O "abaixo do mínimo" compara o preço escolhido com o piso da faixa recomendada para aquele projeto específico, não com um valor fixo de tabela.
- Preços declarados diretamente pelo profissional fora do fluxo da calculadora formam uma série separada, com amostra pequena, e não foram misturados a estes números.
- Cada recorte publicado tem no mínimo 30 observações. O que não atingiu esse piso ficou de fora, mesmo quando o resultado era interessante.
O que estes dados NÃO dizem
Esta seção existe porque um índice sem limites declarados não é um índice, é marketing. Aqui está tudo o que a nossa própria base não sustenta hoje.
Não publicamos preço por cidade. Apenas uma cidade do país atinge o mínimo de 30 preços na amostra. Qualquer "mediana de Belo Horizonte" ou "quanto se cobra em Curitiba" que saísse daqui seria a tabela de preços de meia dúzia de pessoas vestida de estatística.
Não publicamos mediana por estado. Existem estados com amostra suficiente de propostas, mas ainda não conseguimos verificar quantos profissionais distintos estão por trás de cada uma delas. Um estado com 40 propostas geradas por 4 pessoas não é um retrato do estado. Enquanto essa verificação não estiver feita, o corte regional fica fora.
Não afirmamos que se cobra mais em cidade pequena do que em cidade grande. Testamos a hipótese. O intervalo de confiança inclui zero, ou seja, o resultado é indistinguível de acaso. Não vamos publicar uma manchete boa em cima de um número que não se sustenta.
Não publicamos médias de preço. A média nacional do nosso banco é mais que o dobro da mediana por causa de um grupo pequeno de projetos de alto valor que são reais e verificados, mas atípicos. Publicá-la inflaria a expectativa de todo mundo.
A "faixa recomendada" é um modelo, não uma lei de mercado. Ela vem do motor de precificação da Filmly, que é revisado e recalibrado ao longo do tempo. Quando o modelo muda, o percentual de propostas abaixo do mínimo muda junto. É exatamente por isso que este índice sempre traz a data do corte na frente do número. Comparar leituras de datas diferentes exige olhar as duas datas.
Campos declarados têm preenchimento parcial. Nível do profissional e porte do cliente são informados pelo usuário e não estão presentes em todas as propostas. É por isso que o n aparece ao lado de cada linha, e não escondido em rodapé.
Isto não é orientação jurídica, contábil ou fiscal. São valores de mercado observados na nossa plataforma. Cada profissional é responsável pela própria precificação, pela própria emissão de nota fiscal e pelos próprios impostos.
Como este índice é atualizado
O Índice Filmly de Preços é revisado a cada trimestre, com um corte novo do banco e reprocessamento completo de todas as tabelas. A próxima revisão está prevista para novembro de 2026.
Cada versão publicada mantém a data do corte visível. Quando um número muda de uma versão para outra, a mudança é registrada no histórico ao final da página, com o valor anterior e o novo. Nada é editado em silêncio.
Uma revisão fora do calendário acontece em três situações: mudança relevante no motor de precificação da Filmly, correção de um erro identificado, ou entrada de um recorte novo que passou a ter amostra suficiente.
Encontrou algo errado? Escreva para editorial@filmly.com.br. Erros de dado são corrigidos e registrados no histórico da página.
Como citar este índice
Uso livre para imprensa, pesquisa e conteúdo, com atribuição e link.
Índice Filmly de Preços, Filmly, corte de 26 de agosto de 2026. Disponível em: https://filmly.com.br/indice-de-precos
Baixar os dados agregados em CSV: as medianas com seu n, o recorte nacional e os percentuais. Nenhum dado individual, uso livre com atribuição.
Para pedidos de dados adicionais, recortes específicos ou entrevista: editorial@filmly.com.br.
Perguntas frequentes
Quanto cobra um profissional de audiovisual no Brasil?
A mediana nacional é de R$ 1.400 por projeto, de acordo com 751 propostas reais registradas na Filmly entre abril e agosto de 2026. Metade dos projetos fica entre R$ 750 e R$ 2.900. O valor varia principalmente pelo nível do profissional e pelo porte do cliente.
Estou cobrando pouco?
Compare o seu preço com a linha do seu nível, não com a mediana nacional. Um profissional iniciante tem mediana de R$ 950, o intermediário R$ 1.500 e o avançado R$ 2.550. Depois cruze com o porte do cliente daquele projeto específico, que sozinho responde por uma diferença de até 3,0x.
Por que a maioria cobra abaixo do recomendado?
Em 87 respostas registradas sobre o motivo da mudança de preço, 46 dizem "o cliente não pagaria", 15 "já tinha combinado antes", 11 apontam relacionamento com o cliente, 10 "achei alto para o meu nível" e 5 mudança de escopo. O motivo dominante é uma previsão sobre o cliente, feita antes da negociação acontecer.
Por que o índice não mostra preço por cidade?
Porque a amostra não sustenta. Apenas uma cidade do país atinge o mínimo de 30 preços registrados no corte atual. Publicar mediana de cidade com amostra menor seria apresentar o preço de meia dúzia de profissionais como se fosse o retrato de um mercado inteiro.
Vocês usam média ou mediana?
Sempre mediana. A média do nosso banco é mais que o dobro da mediana porque um grupo pequeno de projetos de alto valor puxa o resultado para cima. Esses projetos são reais e verificados, mas atípicos, e publicar a média criaria uma expectativa falsa.
De onde vêm estes dados?
Do uso real da plataforma Filmly: 6.941 sessões da calculadora de preços, 2.469 propostas geradas, 1.372 buscas de clientes e 1.281 perfis profissionais, com corte em 26 de agosto de 2026. Não é pesquisa declarativa nem estimativa de terceiros.
Com que frequência o índice é atualizado?
A revisão é trimestral, com corte novo do banco e reprocessamento de todas as tabelas. Revisões fora do calendário acontecem quando há mudança relevante no motor de precificação, correção de erro ou entrada de um recorte novo com amostra suficiente.
Continue por aqui
- Calcule o preço do seu próximo projeto: a ferramenta que gerou os dados deste índice.
- Quanto cobrar por um vídeo institucional: o recorte de preço aplicado a um dos serviços mais pedidos da plataforma.
- Como montar um orçamento de vídeo que o cliente entende: estrutura, entregáveis e o que colocar no papel antes de mandar o número.
- Como montar um portfólio audiovisual que sustenta preço alto: a escada de porte de cliente começa no portfólio.
- Veja profissionais de audiovisual por cidade e especialidade: para quem está do lado de quem contrata.
Para quem contrata (a mesma base de dados, lida do lado do cliente):
- Quanto custa um vídeo institucional em 2026?
- Quanto custa um ensaio fotográfico em 2026?
- Quanto custa um fotógrafo de casamento em 2026?
- Quanto custa edição de vídeo em 2026?
O Índice Filmly de Preços é mantido pela equipe editorial da Filmly a partir de dados proprietários da plataforma. Filmly é o sistema de gestão para profissionais de audiovisual no Brasil: filmmakers, videomakers, fotógrafos, pilotos de drone, motion designers, editores e criadores de conteúdo. Para quem contrata, o uso é 100% gratuito, sem taxa e sem comissão.
Histórico de versões
| Versão | Data do corte | Publicação | Mudanças |
|---|---|---|---|
| v1 | 26 de agosto de 2026 | 28 de agosto de 2026 | Primeira publicação. |
Andres Martinez
Co-fundador da Filmly
Co-fundador da Filmly, responsável pela área editorial e de dados da plataforma. Mantém o Índice Filmly de Preços, o levantamento trimestral do que os profissionais de audiovisual brasileiros efetivamente cobram por projeto.
