Escrito por Andres Martinez, co-fundador da Filmly · Publicado em 31 de agosto de 2026 · Dados com corte em 26/08/2026
No audiovisual brasileiro, a mediana geral por projeto é de R$ 1.400, com metade das propostas entre R$ 750 e R$ 2.900, segundo 751 propostas com preço registradas na Filmly até 26/08/2026. Ainda não existe mediana específica para edição de vídeo (faixa a validar na próxima atualização do Índice Filmly de Preços), então use essa escada nacional como ponto de partida. Em edição, o que mais move o valor é o tipo de entrega (corte simples ou edição completa), o volume de material bruto e se o pacote inclui motion graphics.
Resumo rápido:
- O tipo de entrega manda no preço: corte simples e edição completa (cor, som, letterings, finalização) são produtos diferentes dentro da faixa nacional de R$ 750 a R$ 2.900.
- O volume de material bruto pesa mais que a duração final: um vídeo curto pode carregar horas enormes de decupagem.
- Três modelos de cobrança convivem no mercado: por projeto, por minuto final e pacote mensal (dominante em reels e shorts).
- Motion graphics é especialização própria e o extra que mais encarece um pacote de edição.
- As faixas citadas são do conjunto geral do audiovisual na Filmly, não de edição isolada.
Neste guia:
- O que move o preço da edição de vídeo
- Edição simples vs edição completa
- Cobrança por minuto ou por projeto?
- Reels e shorts vs vídeo institucional
- Motion graphics: o extra que mais pesa no orçamento
- O que mandar para o editor: o briefing que economiza dinheiro
- Para quem contrata
- Para o profissional
- Perguntas frequentes
O que move o preço da edição de vídeo
| Fator | Como afeta o preço |
|---|---|
| Volume de material bruto | Editar 20 minutos de gravação é muito diferente de editar 3 horas. Quanto mais bruto, mais horas de decupagem e montagem |
| Tipo de entrega | Corte simples (montagem, trilha, legendas básicas) custa menos que edição completa (tratamento de cor, mixagem de som, letterings, finalização) |
| Porte do cliente contratante | Nos dados gerais da Filmly: cliente pequeno tem mediana de R$ 1.100 (n=147), médio R$ 1.860 (n=83) e grande R$ 3.297 (n=31). Diferença de 3,0x entre extremos |
| Nível do profissional | Nos dados gerais da Filmly: iniciante tem mediana de R$ 950 (n=73), intermediário R$ 1.500 (n=231) e avançado R$ 2.550 (n=100). Diferença de 2,7x |
| Urgência | Entrega apertada comprime a agenda do editor e costuma ter acréscimo sobre o valor normal |
| Uso das imagens | Vídeo para uso interno custa menos que peça para anúncio e mídia paga, onde o resultado gera receita direta para o cliente |
Importante: as medianas de porte e nível acima vêm do conjunto geral de propostas do audiovisual na Filmly, não apenas de edição. O recorte específico por serviço chega na próxima atualização do Índice.
Edição simples vs edição completa
Edição simples é montagem: seleção dos melhores takes, cortes, trilha, legendas e exportação. Serve bem para vlogs, cortes de podcast e vídeos internos.
Edição completa adiciona camadas que consomem muito mais horas: tratamento de cor, mixagem e limpeza de áudio, letterings animados, vinhetas e finalização em múltiplos formatos. É o padrão esperado em vídeo institucional e peças de marca. A diferença de preço entre os dois modelos ainda é faixa a validar nos nossos dados, mas a lógica é direta: cada camada extra soma horas de trabalho especializado ao orçamento.
Cobrança por minuto ou por projeto?
Os dois modelos existem no mercado:
- Por projeto: o mais comum em institucional e peças únicas. O editor avalia o material bruto, o tipo de entrega e o prazo, e fecha um valor único. É o modelo mais previsível para quem contrata.
- Por minuto de vídeo final: aparece em conteúdos longos, como documentários e aulas. O risco é distorcer: um vídeo final curto pode exigir horas enormes de decupagem.
- Pacote recorrente: comum em reels e shorts, com valor mensal por quantidade fixa de vídeos. Costuma ter valor unitário menor que peças avulsas, porque dá previsibilidade ao editor.
Não temos ainda mediana separada por modelo de cobrança (faixa a validar). Para referência geral, a escada nacional de R$ 750 a R$ 2.900 por projeto cobre a metade central do mercado.
Reels e shorts vs vídeo institucional
Editar reels e shorts é um trabalho de volume: cortes dinâmicos, legendas, ganchos nos primeiros segundos e adaptação vertical. O valor unitário tende a ser menor e o modelo de pacote mensal domina.
Edição de vídeo institucional é trabalho de profundidade: narrativa, cor, som e finalização com padrão de marca, quase sempre em edição completa. Por isso tende a se posicionar na metade de cima da faixa nacional, especialmente quando o cliente é de porte médio ou grande (medianas de R$ 1.860 e R$ 3.297 no conjunto geral).
Nas 1.372 buscas de clientes registradas na Filmly até o corte, 76 foram por edição de vídeo. É menos volume que institucional ou casamento, mas é também o pedido em que o cliente costuma chegar com o material bruto pronto e pressa para publicar, o que valoriza editores com escopo e prazo claros na proposta.
Motion graphics: o extra que mais pesa no orçamento
Animação de logo, infográficos animados, letterings complexos e vinhetas são trabalho de motion designer, uma especialização própria dentro do audiovisual. Quando entram no pacote de edição, adicionam horas de um trabalho mais técnico e por isso encarecem o projeto de forma relevante. O acréscimo típico ainda é faixa a validar nos nossos dados. Na prática: se o seu vídeo precisa de gráficos animados, trate isso como item separado no orçamento, nunca como algo incluso de graça.
O que mandar para o editor: o briefing que economiza dinheiro
Boa parte da variação entre orçamentos de edição vem de incerteza: quando o editor não sabe o tamanho do trabalho, cota com margem de segurança. Um briefing completo derruba essa margem. Mande:
- O material bruto organizado (ou pelo menos a duração total e o formato dos arquivos). Material espalhado em links soltos vira hora cobrada de organização.
- Uma referência do resultado que você espera: um vídeo parecido, do seu setor ou não, vale mais que três parágrafos de descrição.
- A duração alvo e os formatos de entrega (horizontal, vertical, ambos) e onde o vídeo vai rodar.
- O que existe de identidade visual: logo em boa resolução, fontes, cores. Refazer um logo mal exportado é retrabalho pago.
- O prazo real, com folga para as rodadas de revisão que você mesmo vai precisar.
Com isso na mão, as propostas chegam mais baratas e mais comparáveis ao mesmo tempo, porque nenhum editor precisa cotar o risco do desconhecido.
Para quem contrata
Como pedir orçamento de edição sem errar:
- No brief, informe o essencial: duração do material bruto, duração esperada do vídeo final, formato (horizontal, vertical ou ambos), se precisa de legendas, cor, tratamento de som e motion graphics, e onde o vídeo será usado.
- Compare propostas pelo escopo, não só pelo preço: uma proposta de R$ 800 com corte simples e uma de R$ 2.500 com edição completa e motion não são o mesmo produto.
- Sinais de um bom editor: portfólio com trabalhos parecidos com o que você precisa, escopo escrito e detalhado na proposta, número claro de rodadas de revisão e avaliações de clientes anteriores.
- Se der problema: como em qualquer serviço no Brasil, o canal oficial de resolução de conflitos de consumo é o consumidor.gov.br. Escopo por escrito é o que evita chegar lá.
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Para o profissional
O cenário geral do mercado é duro: 66,6% de todas as propostas do audiovisual analisadas pela Filmly (485 de 728, todos os tipos de serviço) ficam abaixo do mínimo recomendado, com desconto mediano de 46,3%. Ou seja, a maioria do mercado está se sabotando, e a edição, por ser um trabalho que o cliente não vê acontecer, é especialmente fácil de subcotar.
Para cotar edição direito:
- Estime as horas reais: decupagem, montagem, cor, som, motion e revisões. Edição parece invisível para o cliente, então detalhe cada etapa na proposta.
- Cubra seus custos fixos (equipamento, software, energia, previdência) antes de pensar em margem. É a base de qualquer formação de preço bem feita, e o guia prático de precificação do SEBRAE traz o passo a passo com exemplo de empresa prestadora de serviços.
- Delimite rodadas de revisão no escopo. Revisão infinita é o maior ralo de rentabilidade da edição.
- Posicione-se na escada geral: mediana nacional de R$ 950 para iniciante, R$ 1.500 para intermediário e R$ 2.550 para avançado. Se você está avançado cobrando como iniciante, o problema não é o mercado.
Dica: faça a conta com seus números reais na calculadora de preços da Filmly. Ela existe exatamente para você parar de chutar. E se quiser ir mais fundo na carreira, veja o guia completo para editores de vídeo.
De onde vêm esses números
Os valores desta página vêm de dados de produção da Filmly com corte em 26/08/2026: 6.941 sessões de calculadora, 2.469 propostas geradas (751 com preço informado), 1.372 buscas de clientes e 1.281 perfis de profissionais. As medianas citadas são do conjunto geral do audiovisual brasileiro na plataforma (nota de transparência: 46,2% das propostas não têm o nível do profissional registrado). Limitação honesta: ainda não existe mediana específica para edição de vídeo, e os recortes por serviço chegam na próxima atualização. Todos os dados consolidados estão no Índice Filmly de Preços.
Este conteúdo não substitui orientação jurídica, contábil ou fiscal profissional. Valores são estimativas de mercado.
Sobre o autor: Andres Martinez é co-fundador da Filmly, plataforma brasileira que conecta clientes a editores, videomakers e outros profissionais de audiovisual, e mantém o Índice Filmly de Preços com dados reais de propostas. Perfil no LinkedIn.
Encontrou algo errado? Escreva para editorial@filmly.com.br. Erros de dado são corrigidos e registrados no histórico da página.
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Perguntas Frequentes
Andres Martinez
Co-fundador da Filmly
Co-fundador da Filmly, responsável pela área editorial e de dados da plataforma. Mantém o Índice Filmly de Preços, o levantamento trimestral do que os profissionais de audiovisual brasileiros efetivamente cobram por projeto.
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